Publicamos no blog Collector´s Room um WAR ROOM analisando as versões originais dos covers gravados pelo Iron MAiden ao longo de toda sua carreira. Por se tratar de muitas músicas dividimos em duas partes:
Para ler as mátérias clique na parte que você quer ler:
Parte 1
Parte 2
Não deixaem de comentar.
Espaço para falar de futebol e música, além de eventuais opiniões sobre assuntos aleatórios.
Thursday, August 05, 2010
Thursday, July 29, 2010
Beatallica: a união divertida de dois gigantes
Quantas vezes você leu em uma resenha de um novo grupo alguém dizer que este era uma mistura de duas ou três bandas? Lembro-me de ter lido algo do tipo quando alguém descreveu-me o som do Dream Theater, no início da década de 90, como uma mistura de Yes, Metallica e Rush (NA: nos comentários deixe outros exemplos). Bem, o Beatallica é o maior exemplo dessa mistura de bandas.
Pegue a maior banda inglesa de todos os tempos e junte com a maior banda de metal dos Estados Unidos. The Beatles e Metallica. Pronto, você tem o Beatallica. A banda lançou em 2001 seu primeiro registro, um EP chamado A Garage Days Nite. Que combina, como vocês mesmo já deduziram, o EP, Garage Days Revisited, do Metallica e o disco A Hard Days Night da banda britânica.
Possivelmente o início da banda foi um tipo de brincadeira feita para uma apresentação em um evento anual de Milwaukee. Dessa apresentação foi gravado o EP citado acima com apenas algumas cópias sendo lançadas e entregue para amigos e conhecidos. Uma dessas cópias parou na mão de alguém que criou um site disponibilizando em MP3 as sete músicas do EP. O interessante é que nem mesmo a banda sabia desse site e também não sabia que a banda já tinha até um número considerável de fãs.
Primeiro CD: Sgt Hetfields´s Motorbreath Pub Band (2007)
Músicas como “Sgt Hetfield’s Motorbreath Pub Band” e “And Justice for All My Loving” são ótimos exemplo do que a banda fazia musicalmente, que era basicamente tocar as músicas dos Beatles como se fosse a banda liderada por James Hetfield. Os efeitos e timbres dos instrumentos, e principalmente a voz de Jaymz Lennfield (John Lennon + James Hetfield), são muito parecidas com os do Metallica. Era tão parecida que, como ninguém sabia quem era a banda no início, começaram a achar que era o próprio Metallica que estava fazendo aquelas músicas.
Algum tempo depois da descoberta do site e da base de fãs a banda lançou um novo EP e começou a fazer alguns shows. O que acontece quando você mistura tintas branca e preta? A mistura se torna cinza, Então o que aconteceria se você juntasse o álbum The Beatles (Álbum Branco) com o álbum Metallica (Black Álbum)? Você teria o Beatallica, que começou automaticamente a ser chamado de The Gray Álbum, ou O Album Cinza. Com música como "Blackend the USSR" e "Leper Madonna".
Porém o sucesso trás notoriedade e isso também trás aborrecimentos. Para não ter problemas com questões legais as músicas até então eram distribuídas de graça por meio de download e o nome dos membros eram mantidos em sigilo. Mas a venda de merchandising do site começou a atrair denuncias de quebra de direitos autorais. A saída foi fazer um pedido para legalizar a banda. Inclusive quem os ajudou foi Lars Ulrich que ofereceu apoio jurídico. O resultado disso foi que em 2007 foi lançado o CD Sgt Hetfield’s Motorbreath Pub Band que continha as músicas dos dois primeiros EPs. Assim a banda continuou lançando singles, maxi-singles até o seu segundo CD chamado Masterful Mistery Tour em 2009.
Segundo CD: Materful Mystery Tour (2009)
Além de Jaymz Lennfield a banda também tinha Grg Hammetson, Kliff McBurtney e Ringo Larz. Depois da legalização da banda soube-se os nomes reais dos músico que são, na ordem, Michael "Tinker" Tierney, Jeff Hamilton, Paul Terrien e Ryan Charles. Porém se você for atrás dos discos pode encontrar outro nome, Joey Nicol, descrito como músico convidado que é nada mais nada menos que Mike Portnoy, o monstro baterista do Dream Theater.
Beatallica encontra Metallica em 2009
Claro que temos que encarar a banda como algo inusitado, engraçado e divertido. Nem mesmo os músicos se levam a sério. O que mais torna essa banda legal é a sua criatividade. Alguém pode dizer que a banda não criou nada então não pode ser chamada de criativa, mas só de ter essa sacada e fazer disso algo agradável já lhes confere muitos créditos. Outro ponto que tenho que citar é que podemos ver como o rock and roll, mesmo com seus inúmeros estilos que podem soar tão diferentes para as pessoas, na verdade tem uma só raiz. A diferença entre os estilos é somente o modo de tocar, o peso e a utilização de todos os elementos. O Beatallica não vai ser sua banda preferida, mas é um ótimo tipo de música para entreter seus amigos em churrascos quando sempre existe brigas sobre o que vai rolar no som.
Thursday, July 08, 2010
Heavy Metal - A História Completa
(Texto também publicado na Collector's Room e no Metal/RO)
Até uns anos atrás era difícil encontrar aqui no Brasil lançamentos de livros sobre música. As biografias de estilos, bandas e músicos eram conhecidas pelos fãs por meio das revistas especializadas e também pela internet. Porém isso mudou de um tempo para cá como mostra a própria Collector´s Room que tem feito regularmente resenhas de livros.
Descobri esse livro por uma matéria da Whiplash e fiquei muito empolgado já que o Heavy Metal é meu estilo de coração. Foi com ele que comecei minha história de fã de música lá no final da década de 80 e, se considerarmos que o metal surgiu com o Black Sabbath em 1970, assim vivi metade da história do metal. Claro que depois disso comecei a escutar outros estilos ligados ao rock, mas o metal foi o início de tudo.
Logo nas primeiras páginas existe uma linha do tempo citando fatos importantes para o estilo servindo como se fosse uma linha de raciocínio que ajudou o autor a montar a estrutura do livro.
O livro começa, como se é de esperar, contando o início do estilo. Porém uma das coisas que notei é que o autor não fica enrolando contando histórias de todos os músicos de blues das áreas rurais americanas como acontece em inúmeras outras publicações. O autor é muito mais direto e inicia sua narração no dia 13 de fevereiro de 1970, uma sexta feira, dia do lançamento de um dos debuts mais clássicos de toda a história da música, o álbum auto-intitulado do Black Sabbath.
O que mais me chamou a atenção foi que exceto aos capítulos sobre a famosa NWOBHM e sobre o tão falado Black Metal norueguês é que o livro tem como foco principalmente a música americana. O autor, Ian Christe, é um jornalista americano que escreve para a Kerrang, Wired e Spin o que explica essa predominância do metal americano.
Claro que as bandas inglesas são citadas ao longo do texto, mas sempre como uma referência distante. Como se a época das trocas de fitas cassete, sempre citada no livro, ainda fosse atual. E claro que nessa época o que estava mais próximo, no caso as bandas americanas nos Estados Unidos, era o que mais se conhecia.
Outro ponto que é preciso citar é a compreensão dos americanos em relação ao Metallica. Entre os fãs de metal sempre há a necessidade de se ter uma opinião de quem é a maior banda do estilo e muitas vezes acabamos tendo o Metallica e o Iron Maiden como dois polos. Mas no livro é clara a consideração do Metallica como a mais importante banda do estilo. Isso fica tão claro que o Mercyful Fate é possivelmente citado mais vezes que o próprio Iron Maiden apenas por ser uma histórica banda que influenciou um garoto dinamarquês que se mudou para os Estados Unidos para jogar tênis e resolveu montar uma banda.
Ao longo do livro o autor conta o nascimento dos vários sub-estilos do heavy metal e apresenta uma lista de seus discos relevantes. É claro que essas listas são pessoais e servem apenas como um direcionamento não é feito de acordo com uma análise objetiva.
Muito interessante é o modo que ele discorre sobre a década de 90 que foi, para muitos, a década da “morte do metal”. Percebemos claramente que o sucesso que o estilo obteve na década de 80 teve que ser engolido pela mídia. Ou seja, a mídia apenas cobria o estilo por não ter outra opção e no primeiro deslize do estilo essa mesma mídia decretou sua morte. E por deslize entendam pelo enfraquecimento momentâneo que algumas bandas top estavam passando na época como são os casos do Iron Maiden e Metallica só para citar as bandas que já foram comentadas aqui. Também cita o caso da MTV que tinha o metal como um de suas bandeiras no início do canal e o abandonou de vez depois dos anos 90.
Porém, como sabemos, essa “morte do metal” na verdade nunca existiu e o próprio livro dá um dado que pode até ser polêmico, mas achei muito interessante:
“Segundo a RIAA, a organização responsável pelas premiações de discos de ouro e platina desde 2000, o Metallica havia vendido tantos discos nos Estados Unidos em 15 anos quanto os Rolling Stones jun taram todas suas lendária quatro décadas.”
Dentro desses 15 anos citados não estão computados os anos da década de 80. Ou seja, basicamente essas vendas foram da década de 90 e também dessa primeira década do século XXI.
O livro é muito interessante para quem se interessa pela história da música. Muitos que forem ler ou estiverem lendo esse livro podem não concordar com muita das coisas que se fala nele, porém como todo e qualquer livro temos que analisar, além da história que está sendo contada, mas o ponto de vista de quem está contando a história também.
Thursday, May 06, 2010
Acabou !!!
Achei que ficaria mais puto com uma possível, e agora real, desclassificação. Claro que não fiquei feliz, mas não foi como outros anos. O que me causou estranheza foi o time que terminou a competição. Na verdade acho um sinal. Da novas contratações apenas Roberto Carlos fez juz ao investimento. Mas o time terminou o jogo com Felipe, Jucilei, Chicão, William, Roberto Carlos, Ralf, Paulinho, Danilo, Dentinho, Iarley e Ronaldo. Muito diferente do time imaginado no início do ano. O goleiro, os dois zagueiros, Ralf, Dentinho e o já citado Roberto Carlos fizeram o jogo deles. Não tem o que reclamar.
Fiquei indignado em ver o Jucilei substituindo o Elias, a entrada do Paulinho, que pode até ser um bom jogador, foi errada já que ele estreou no time num jogo eliminatório da Libertadores. Ou seja, foi jogado na foqueira. O Danilo estava com caimbras com 30 minutos do segundo tempo. Se era para colocar a anta do Jucilei, quem deveria ter saido era o Danilo, não o Elias. O Iarley não justificou a contratação e nem a reclamação de ficar no banco. Para falar a verdade até agora eu só vi ele fazendo a jogada do gol da vitória contra o São Paulo. Que foi gol contra e não dele.
E tem o Ronaldo...O que falar dele? O sentimento é de que ele deve encerrar a carreira. Talvez naquele jogo contra o Real Madri. Isso é se ele estiver conseguindo correr até lá. Durante a Copa, com as pequenas férias que os times terão já prevejo que ele vai chegar aos 130 Kg.
A muito tempo o time não tem um técnico a tanto tempo no cargo. Em 2008 na campanha da Série B e ano passado no primeiro semestre eu via o Mano como uma pessoa que sabia o que estava fazendo. Eu confiava em tudo o que ele estava fazendo e falando. Essa confiança foi abalada no campeonato brasileiro do ano passado com a pífia campanha do time. Mesmo assim eu ainda achava que ele sabia o que estava fazendo. Porém no início do ano com a confusão que foi para acertar o time e o rodízio que só serviu para não dar padrão e ritmo de jogo ao time, isso acabou desgastando a sua imagem. Afinal durante o segundo semestre e esse início de ano só vi o Mano dar explicações. Acho que ele deve continuar, afinal também não há nenhum técnico de ponta disponível, porém o pensamento tem que ser diferente. Chega de retranca...chega de pragmatismo...
Thursday, April 15, 2010
Minha Coleção - Fábio Salgado, uma extensa coleção de metal extremo
Fui "promovido" a editor do, ao meu ver, melhor blog musical do Brasil. Gostaria novamente de agradecer o Cadão pela confiança.
Deem uma olhada na entrevista que fiz para o blog da Collector´s Room com um colecionador de metal extremos e outras vertentes do rock. Clique aqui e comente.
Valeu
Deem uma olhada na entrevista que fiz para o blog da Collector´s Room com um colecionador de metal extremos e outras vertentes do rock. Clique aqui e comente.
Valeu
Friday, March 05, 2010
WAR ROOM #3
Assunto: Guns N´ Roses - Appetite for Destruction (1987)
Mais uma edição da coluna WAR ROOM. A discussão está sendo acalorada...rs
Acessem aqui e comentem.
Mais uma edição da coluna WAR ROOM. A discussão está sendo acalorada...rs
Acessem aqui e comentem.
Tuesday, March 02, 2010
WAR ROOM #2
Assunto: Amorphis - Elegy (1996)
Mais uma edição da coluna WAR ROOM. Dessa vez a indicação foi minha e podemos dizer que estava sozinho na discussão...rs
Acessem aqui e comentem.
Mais uma edição da coluna WAR ROOM. Dessa vez a indicação foi minha e podemos dizer que estava sozinho na discussão...rs
Acessem aqui e comentem.
Tuesday, February 23, 2010
WAR ROOM #1
Essa é uma coluna feita por mim e pelo Daniel ACES HIGH para o blog Collector´s Room. A coluna nasceu das inúmeras indicações de discos e bandas que ambos fazemos um ao outro. A idéia é a seguinte: a cada edição um de nós escolhe um album e convida mais um participante da comunidade. Assim combinamos de ouvir o disco ao mesmo tempo e fazemos comentários sobre as músicas enquanto o disco vai rolando...tudo via MSN, afinal eu moro em Rondônia e o Daniel mora em São Paulo.
A primeira edição da coluna teve o resultado apresentado lá no blog da Collector´s Room. Acesse aqui e comente.
Mea Culpa Tardia
Saiu a lista dos jogadores do Corinthians para a Libertadores. Pelo menos para os que vão disputar a primeira fase. A expectativa gerada pela divulgação dessa lista teve repercussão pela imprensa digna da divulgação dos convocados para a seleção. Todo dia se perguntava qual era a tal lista.
Porém tivemos duas surpresas: as ausências de Escudero e Balbuena. O estranho é que deixar esses jogadores fora da lista é admitir que eles foram contratações equivocadas. O pior é lembrar de todas as vezes que o Mano defendeu esses jogadores. Mas é muito melhor admitir os erros mesmo que tardiamente do que insistir e se dar mal. Só que uma pergunta vai pairar o técnico e a diretoria durante todas essa primeira fase: vai haver contratações para a segunda fase?
Monday, February 01, 2010
Metallica - 30/Janeiro - Morumbi
Depois de onze anos de sua última passagem por São Paulo tivemos novamente a oportunidade de assitir um grande show em São Paulo. Esqueçamos o desapontamento que todos tivemos no famoso show que não aconteceu no começo da década. A banda naquela época passava por problema que conhecemos no DVD Some Kind of Monster. Talvez até tenha sido bom que aquele show ter sido cancelado, afinal a banda não estava bem e isso certamente se refleteria em um show ruim e poderíamos ficar com mais má impressão da banda do que ficamos depois do lançamento do album St. Anger.
Chegamos no começo da tarde nos arredores do Morumbi e fiquei preocupado porque achei que tínhamos chegado tarde. A fila de todos os setores estava enorme e já estava me acostumando com o fato de que teria que ver o show de um local mais longe do que costumo ficar. Porém na entrada e devido o tamanho do palco percebi que não seria tão complicado assim ficar em bons lugares e fiquei mais tranquilo. Entramos no estádio por volta das 16:30 h e sabíamos que o show do Sepultura começaria apenas as 20:30 h, ou seja teria tempo e tranqulidade para tomar cerveja e fazer as consequentes visitas frequentes ao banheiro.
Quando a noite começou a cair em São Paulo percebemos que o show iria começar. Com a movimentação do público rapidamente conseguimos chegar bem próximos lá do pessoal da frente. O Sepultura começou seu show com uma musica do novo disco que se não era conhecida por todo mundo mesmo assim conseguiu animar o público. Depois tivemos um set list bem escolhido com bastante clássicos da banda como Troops of Doom, Arise, Inner Self e Roots Bloody Roots. Fazia alguma tempo que não me interessava pela banda já que achei os discos mais recentes bem irregulares, mas talvez eu tenha que apenas dar uma nova chance à eles. É evidente que a banda nunca conseguiu ser a mesma depois da entrada do Derick, porém a simpatia do cara faz você esquecer a decréscimo na qualidade musical que a banda teve após sua entrada. Fiquei impressionado com o peso da guitarra do Andreas Kisser, por se tratar de apenas uma guitarra. Porém fui lembrado que o Paulo Jr. toca seu baixo com distorção e isso ajuda a dar peso. Mesmo assim surpreende já que eles não estavam usando a mesma capacidade dos equipamentos utilizados pela banda principal. Resumindo, um ótimo show de abertura feita por uma banda competente. Cantei tanto que achei que não teria voz para cantar no show do Metallica.
Depois da banda de abertura os roadies começaram a fazer os ajustes para a banda principal. Achei que esses ajustes levaram muito tempo. Talvez tenha sido a ansiedade que fez com que o tempo demorasse para passar. O empurra-empurra estava fora do normal. Já fui a muitos shows e sempre tentei ficar lá no gargarejo, mas dessa vez estava realmente apertado. Eu já estava com a roupa ensopada e sabia que teria ainda uma três horas de show.
Então as luzes se apagam, um vídeo de introdução começa a rolar nos telões, o aperto ficou maior, quando a banda surge tocando Creeping Death. O público entrava em êxtase não sabia o que fazer, se cantava, se balançava os braços, se pulava ou se simplesmente tentava se manter em pé. Dessa vez não consegui encostar na grade, mas fiquei colado ao primeiro da fila. Foi o máximo que consegui e hoej estou com o corpo tão dolorido que parece que tomei uma surra.
O set list do show foi um pouco diferente do set list de Porto Alegre. E para uma banda com a quantidade de clássicos como e Metallica sempre vai ter alguma música que sentimos falta. No meu caso achei que faltou Battery e Whiplash. Ao todos foram três músicas do Kill ´Em All, três do Ride the Lightning, uma do Master os Puppets, três do ...And Justice for All, três do Metallica e quatro do Death Magnetic, além de um cover do Queen.
O que me chamou a atenção para o set list foi que apenas uma música do Master of Puppets foi tocada . Isso é um pouco estranho já que a grande maioria dos fãs da banda têm esse disco como o melhor da banda. Eu sempre achei o Ride the Lightning o melhor. Como não senti o público pedindo músicas tão diferentes das que foram tocadas penso que os fãs, mesmo que inconcientemente, já mudaram de opinião. Também é de se notar que nenhuma música dos discos contestados tenha sido tocada. Temos que analisar se isso é porque nenhuma daquelas músicas tem a mesma importância das músicas dos outros discos ou se isso foi simplemente pensado no sentido de agradar o público com músicas mais conhecidas.
Do mesmo modo que o som do Sepultura me impressionou o som do Metallica foi algo surpreendente, além de eles estarem usando o som completo. Peso e definição em todos os instrumentos. Apenas em uma música achei que a guitarra do James encobriu o solo do Kirk, mas na mesma música isso foi corrigido. Isso acontece devido a intensa troca de guitarras. É normal que em uma delas haja alguma falha, mas nada que afete o resultado final. Também gostei da pirotecnia que rolou durante quase todo o show e, principalmente, antes de One.
Gostaria também de citar a ligação da banda com o público. Em todos os shows as bandas vêm com um discurso de que está gostando, que estão se divertindo e que o local do show tem o público mais vibrante. Porém dessa vez achei que os caras estavam realmente felizes de tocar ali. Principalmente o James Hetfield. A todo momento ele se dirifia ao público demonstrando satisfação de estar alí. Ou seja, achei que o discurso foi sincero. Também não seria diferente já que o estádio estava lotado e o público também deu show com as músicas sendo cantadas em uníssono. Em alguns momentos as arquibancadas estava linda de se ver. No fim do show o James pediu para acender todas as luzes do estádio e conseguimos ver como o local estava. Foi muito legal...
A banda mostrou que esse último disco renovou o som da banda e trouxe novamente credibilidade a uma das maiores bandas de todos os tempos fazendo-a agariar novos fãs e resgatando aqueles que foram se distanciando ao longo do fim da década de 90 e boa parte dessa primeira década do século XXI.
Chegamos no começo da tarde nos arredores do Morumbi e fiquei preocupado porque achei que tínhamos chegado tarde. A fila de todos os setores estava enorme e já estava me acostumando com o fato de que teria que ver o show de um local mais longe do que costumo ficar. Porém na entrada e devido o tamanho do palco percebi que não seria tão complicado assim ficar em bons lugares e fiquei mais tranquilo. Entramos no estádio por volta das 16:30 h e sabíamos que o show do Sepultura começaria apenas as 20:30 h, ou seja teria tempo e tranqulidade para tomar cerveja e fazer as consequentes visitas frequentes ao banheiro.
Quando a noite começou a cair em São Paulo percebemos que o show iria começar. Com a movimentação do público rapidamente conseguimos chegar bem próximos lá do pessoal da frente. O Sepultura começou seu show com uma musica do novo disco que se não era conhecida por todo mundo mesmo assim conseguiu animar o público. Depois tivemos um set list bem escolhido com bastante clássicos da banda como Troops of Doom, Arise, Inner Self e Roots Bloody Roots. Fazia alguma tempo que não me interessava pela banda já que achei os discos mais recentes bem irregulares, mas talvez eu tenha que apenas dar uma nova chance à eles. É evidente que a banda nunca conseguiu ser a mesma depois da entrada do Derick, porém a simpatia do cara faz você esquecer a decréscimo na qualidade musical que a banda teve após sua entrada. Fiquei impressionado com o peso da guitarra do Andreas Kisser, por se tratar de apenas uma guitarra. Porém fui lembrado que o Paulo Jr. toca seu baixo com distorção e isso ajuda a dar peso. Mesmo assim surpreende já que eles não estavam usando a mesma capacidade dos equipamentos utilizados pela banda principal. Resumindo, um ótimo show de abertura feita por uma banda competente. Cantei tanto que achei que não teria voz para cantar no show do Metallica.
Depois da banda de abertura os roadies começaram a fazer os ajustes para a banda principal. Achei que esses ajustes levaram muito tempo. Talvez tenha sido a ansiedade que fez com que o tempo demorasse para passar. O empurra-empurra estava fora do normal. Já fui a muitos shows e sempre tentei ficar lá no gargarejo, mas dessa vez estava realmente apertado. Eu já estava com a roupa ensopada e sabia que teria ainda uma três horas de show.
Então as luzes se apagam, um vídeo de introdução começa a rolar nos telões, o aperto ficou maior, quando a banda surge tocando Creeping Death. O público entrava em êxtase não sabia o que fazer, se cantava, se balançava os braços, se pulava ou se simplesmente tentava se manter em pé. Dessa vez não consegui encostar na grade, mas fiquei colado ao primeiro da fila. Foi o máximo que consegui e hoej estou com o corpo tão dolorido que parece que tomei uma surra.
O set list do show foi um pouco diferente do set list de Porto Alegre. E para uma banda com a quantidade de clássicos como e Metallica sempre vai ter alguma música que sentimos falta. No meu caso achei que faltou Battery e Whiplash. Ao todos foram três músicas do Kill ´Em All, três do Ride the Lightning, uma do Master os Puppets, três do ...And Justice for All, três do Metallica e quatro do Death Magnetic, além de um cover do Queen.
O que me chamou a atenção para o set list foi que apenas uma música do Master of Puppets foi tocada . Isso é um pouco estranho já que a grande maioria dos fãs da banda têm esse disco como o melhor da banda. Eu sempre achei o Ride the Lightning o melhor. Como não senti o público pedindo músicas tão diferentes das que foram tocadas penso que os fãs, mesmo que inconcientemente, já mudaram de opinião. Também é de se notar que nenhuma música dos discos contestados tenha sido tocada. Temos que analisar se isso é porque nenhuma daquelas músicas tem a mesma importância das músicas dos outros discos ou se isso foi simplemente pensado no sentido de agradar o público com músicas mais conhecidas.
Do mesmo modo que o som do Sepultura me impressionou o som do Metallica foi algo surpreendente, além de eles estarem usando o som completo. Peso e definição em todos os instrumentos. Apenas em uma música achei que a guitarra do James encobriu o solo do Kirk, mas na mesma música isso foi corrigido. Isso acontece devido a intensa troca de guitarras. É normal que em uma delas haja alguma falha, mas nada que afete o resultado final. Também gostei da pirotecnia que rolou durante quase todo o show e, principalmente, antes de One.
Gostaria também de citar a ligação da banda com o público. Em todos os shows as bandas vêm com um discurso de que está gostando, que estão se divertindo e que o local do show tem o público mais vibrante. Porém dessa vez achei que os caras estavam realmente felizes de tocar ali. Principalmente o James Hetfield. A todo momento ele se dirifia ao público demonstrando satisfação de estar alí. Ou seja, achei que o discurso foi sincero. Também não seria diferente já que o estádio estava lotado e o público também deu show com as músicas sendo cantadas em uníssono. Em alguns momentos as arquibancadas estava linda de se ver. No fim do show o James pediu para acender todas as luzes do estádio e conseguimos ver como o local estava. Foi muito legal...
A banda mostrou que esse último disco renovou o som da banda e trouxe novamente credibilidade a uma das maiores bandas de todos os tempos fazendo-a agariar novos fãs e resgatando aqueles que foram se distanciando ao longo do fim da década de 90 e boa parte dessa primeira década do século XXI.
Monday, September 07, 2009
Três discos para o feriado!!!
Continuando a série de indicações de três albuns escolhi para essa semana três discos bem diferentes entre si. Temos uma banda de progressivo que como muitas acabou fazendo discos mais pop nos anos 80, uma banda de hard rock com pitadas de country e uma banda de metal que inspirou o black metal.
O quinto disco de estúdio do Alan Parson´s Project chama-se Turn Of a Friendly Card de 1980. Não é considerado o melhor disco da banda por 90% (talvez mais) dos fãs da banda. A preferência normalmente se dá pelos três primeiros discos: Tales of Mystery and Imagination - Edgar Alan Poe, I Robot e Pyramid. Aliás, essa banda é um pouco esquecida no meio progressivo. Na verdade todo mundo conhece a banda, mas poucos são os que realmente escutam e se interessam. Hoje o Alan Parson é talvez mais conhecido por ter produzido o Dark Side of The Moon do Pink Floyd. Mas falando do álbum talvez seja o disco que mais gosto da banda. As músicas têm um certo clima pop, mas do tipo de pop que não parece não agradar todo mundo. As músicas de destaque são May Be a Price to Pay, Games People Play, que foi bem tocada na rádio na época, e a faixa título, uma suite de 16 minutos com clima bem progressivo e uma letra bem legal. O interesante é que apesar do clima ser bem prog não há virtuosismos o que é característico em bandas prog principalmente em músicas longas e também as diferentes partes da música são bem definidas. Claro que a balada Time também é muito conhecida e é uma música muito boa, mas como sempre indico três músicas fico com as que citei, mas isso não tira os méritos dessa música. Lembro-me que quando era moleque e praticamente só comprava discos do Iron Maiden tinha uma loja em Itapetininga/SP que tinha esse disco e o Legends and Tales... do Rick Wakeman e eles nunca saiam. Uma pena...Mas para aqueles que ainda não conhecem ou ainda não se interessaram nunca é tarde!!!Do mesmo modo que Turn of a Friendly Card não é normalmente considerado o melhor disco do Alan Parson´s Project, Freeways também é dificilmente considerado assim. O Bachman Turner Overdrive - BTO - surgiu de uma banda chamada Brave Belt, que por sua vez tinha dois componentes do respeitadíssimo The Guess Who. Freeways foi o primeiro disco que ouvi da banda e ainda é o que mais gosto. Digo isso afinal conheço a banda a pouco tempo e pode ser que um dia eu mude de idéia. Conheci a banda pelo podcast do Blog Collector´s Room pela música Down, Down que juntamente com Can We All Come Together, com seu refrão meio country, e Easy Groove que tem uma levada que me lembra à praia são as músicas de destaque. Como disse esse não é considerado o melhor album da banda, outros discos que são recomendados são o Bachman Turner Overdrive e Bachman Turner Overdrive II ambos de 1973. Uma curiosidade é que a melodia da música Easy Groove pode ter sido utilizada pela dupla de funk carioca Claudinho e Buchecha em uma música que fez sucesso aqui no Brasil quando essa "dupla musical" apareceu. Ouçam a do BTO e vejam a semelhança.
Por fim gostaria de citar uma banda que sofre preconceito mesmo dentro dos fãs de heavy metal. King Diamond o ex-vocalista do Mercyful Fate conhecido pela sua maquiagem demoníaca carregada, pelas história de terror, pelo crucifixos invertidos, pela base do microfone feita de ossos e, principalmente, pelos falsetes. Esse é talvez o maior motivo do preconceito que falei antes, afinal para muitos o falsete não deve ser utilizado já que demonstra uma falta de técnica vocal. Pura bobagem!!! Na verdade esse é um dos motivos que farão o Mercyful Fate e o King Diamond ser conhecido já que com esse estilo de cantar ele consegue fazer com que a música dessas bandas seja inconfundível. Tomando o quinto disco de carreira solo, The Eye de 1990, podemos identificar todas as bandas importantes de metal do fim dos anos 70 e início dos anos 80. Os riffs, os solos e as passagens são muito legais o instrumental da banda é excelente, que muito se deve ao guitarrista Andy La Rocque, e o clima que eles impõe às músicas é demais. Cada disco do King Diamond é baseada em uma história e a desse disco gira em torno de uma colar que passa de geração para geração. É óbvio que por se tratar de história de terror esse colar não poderia deixar de ser amaldiçoado fazendo com que quem o tem faça coisas horríveis...rs. Dentro da história temos também a inquisição e a má conduta de sacerdotes em seus conventos como plano de fundo. Quando comprei esse disco no início dos anos 90 e comecei a entender a história me interessei pela inquisição, tentando entender o motivo dessas coisas absurdas praticadas pela igreja católica na Idade Média e talvez seja por isso que me interesso por religiões em geral até hoje. Monday, August 31, 2009
Como não conheci isso antes?
Em um post aí abaixo eu falo sobre o exagero de alguns fãs de rock que “endeusam” as bandas dos anos 60/70. Para algumas pessoas basta o disco ter sido lançado durante esse período para garantir um selo de qualidade. O titulo desse post é Muita coisa boa, mas também muita coisa ruim. Falo isso porque apesar de achar esse endeusamento uma besteira admito que muita coisa boa ainda está escondida nos arquivos da época.
Hoje eu quero falar de algo muito bom e que pertence à essa época (pelo menos em parte), sobre um músico que, este sim, merece ser "endeusado". As vezes acontece de eu conhecer determinada banda ou artista que até então nunca tinha ouvido e não parar mais. Foi assim quando eu conheci o Yes e o ELP, por exemplo.
A alguns meses ouvi falar de uma banda chamada Traffic pelo seu virtuosismo. Assim procurei e ouvi o segundo disco da banda chamado simplesmente de Traffic de 1968. Confesso que escutei o disco uma vez e nunca mais. Um tempo depois chegou em minha casa o meu exemplar de assinante da Poeira Zine com a tal banda na capa. Fui lendo as matérias e comecei a ouvir o disco novamente. Nessa segunda audição identifiquei coisas novas que não tinha percebido da primeira vez e acabei escutando mais e mais. Comecei a me interessar pela banda e mais pelo seu líder o Steve Winwood. A voz desse cara realmente me surpreendeu. É surpreendente saber que ele começou sua carreira com 11 anos e aos 16 já cantava em uma banda reconhecida, Spencer Davis Group. Com essa pequena introdução inicio uma apreciação de álbuns em que este artista participa. Escolhi discos de duas bandas e um disco solo. Também vou comentar os disco em ordem crescente de qualidade segundo os critérios do blog, ou seja meus critérios...rs.
Começo com o segundo disco de sua carreira solo lançado em 1980 chamado Arc of a Diver. O som desse disco soa um pouco pop e até AOR em alguns momentos. Com certeza foi uma das influencias para as bandas dos anos 80. Também dá para perceber qual foi a inspiração do Phil Collins em ser cantor. Achei a voz do careca do Genesis bem parecida com a voz de Winwood nesse disco. As músicas que se destacam são While You See a Chance e a faixa título cheia de teclados. Também é curioso quando se olha a lista dos músicos presentes no disco e encontramos apenas um nome Steve Winwood, ou seja ela gravou todos os instrumentos sozinho apesar de ter composto as músicas com alguns parceiros. Disco muito agradável de se ouvir e se não for o melhor de sua extensa carreira solo - já que não conheço outros - vou gostar muito dos outros. Clique e ouça aqui
O segundo disco recomendado desse artista é também o segundo disco da banda Traffic, aquele que eu comento acima. Esse não é o melhor disco do Traffic, posto que ao meu entender deve ser dado ao John Barleycorn Must Die, mas esse foi o primeiro que eu conheci. Steve Winwood não canta todas as músicas, já que Chris Wood canta cerca de metade da músicas, mas toca piano, baixo, guitarra e teclado em muitas delas. O Traffic apesar de ter definido o que cada um faz na banda gravava seus discos revezando-se nos instrumentos. Talvez só o baterista Jim Capaldi não tocasse outros instrumentos, mas Dave Manson e Chris Wood, além do própiro Winwood são/eram todos multinstrumentistas. As músicas que chamam mais atenção são You Can All Join In, Pearly Queen e Fellin´Allright. Esse é um discaço e gostando desse certamente gostará do outro que citei acimaDeixei por último o disco que mais gosto que teve a participação do Steve Winwood. Quando ele ainda estava no Spencer Davis Group um rapaz assistiu a apresentação da banda e gostou muito da performance do vocalista e imaginou ter uma banda com ele um dia. Esse espectador era Eric Clapton que na época tocava com o John Mayall & the Bluesbreakers. Depois ele saiu da banda e montou o Creame após o fim do Cream ele conseguiu se juntar ao Steve Winwood em uma banda chamada Blind Faith em 1970. Considerado um dos grandes supergrupos que já existiram já que todos os integrantes vinham de grandes bandas e eram reconhecidos pelo virtuosismo. Os outros integrante eram Rick Grech no baixo e o também ex-Cream Ginger Baker na bateria. Para se ter uma idéia essa banda estreou nos palcos em um enorme show para cerca de 80.000 pessoas (na verdade esse número é meio conflitante, dependendo da fonte falam em até 100.000 pessoas!!!). O disco é todo fenomenal, tendo apenas a parte de bateria da música Do What You Like como dispensável. Dífícil dizer quais os destaques, mas vou citar três músicas:Had to Cry Today com seu maravilhoso riff de guitarra, Can´t Find My Way Home, em qual se sobressai a voz de Steve Winwood e Presence of the Lord. Imaginem a polêmica que gerou a capa desse disco nos puritanos americanos. Tiveram que mudar a capa do disco e isso explica a dificuldade de se encontrá-lo com essa capa até hoje. Infelizmente essa banda durou apenas alguns meses, mas para quem gostar e quiser um pouco mais foi lançado a alguns anos um CD e DVD com um show de Eric Clapton e Steve Winwood juntos no Madison Square Garden em que tocam músicas do Blind Faith, Cream, Traffic, carreiras solos de ambos e de outros músicos. Simplesmente fantástico!!!
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Thursday, August 06, 2009
Por favor, negociem o Souza!!!
A quatro rodadas atrás o CORINTHIANS jogaria para tentar ser vice lider. O adversário, o Palmeiras, também estava disputando essa posição. Portanto era um jogo importantíssimo, ainda mais que muitos já diziam que o campeonato poderia ficar polarizado na disputa entre esses dois times. Como todo mundo já sabe o CORINTHIANS perdeu, e de muito, para o Palmeiras. Apesar do placar elástico o resultado de vitória para o Palmeiras foi um resultado normal. O problema é que depois disso o Palmeiras se tornou lider e o CORINTHIANS não conseguiu sequer vencer seus jogos.
É chover no molhado falar que os negociados fazem falta e que o Ronaldo também, porém a minha irritação é que a diretoria sabia dessas negociações e não fez nada para suprir a falta que esses jogadores estão fazendo.
Bill, Marcinho, Bruno Bertucci e outros que estão sendo jogados na fogueira hoje não são soluções. Dentre esses talves o Bruno ainda tem a desculpa de ser muito jovem. O Bill pelo jeito vai disputar nariz a nariz quem vai ser mais criticado pela torcida com o Sousa. Aliás, se tem Bill e Henrique porque o Sousa não foi negociado com o Fluminense como queria o time carioca. Eles possivelmente serão rebaixados esse ano e já tem muitas decepções, assim o Sousa não faria mais mal algum para eles. Seria um belo reforço para o CORINTHIANS. Agora que ele jogou mais de sete jogos e se machucou o CORINTHIANS vai continuar pagando um pornográfico salário para um jogador que não merece.
Fico irritado pelo fato que depois do jogo parece que está tudo certo se analisarmos as entrevists do Mano e dos jogadores. Parece que ninguem liga. Muito diferente dos torcedores, que mesmo com um ataque que só consegue ter a primeira chance depois de 25 minutos do segundo tempo ainda têm disposição para apoiar o time. Só que depois do jogo esses torcedores vão dormir de cabeça inchada.
Outro fator que irrita é a constante especulação que assombra o noticiário. Acho que a diretoria deveria se pronunciar definitivamente para que falsas esperanças não sejam criadas tanto na torcida quanto nos jogadores que estão hoje no time.
Monday, August 03, 2009
Dúvida!!!
Ouvi as explicações do Mario Gobbi sobre o que segundo ele não é um desmanche e sim um novo ciclo. Compreendo todos os argumentos usado porém o que não consigo entender é como que um planejamento “tão bem feito”, que previu os títulos que tivemos e as saídas dos jogadores, não previu que precisávamos de novas peças para repor as que sairiam. Já que tudo corre como planejado eu duvido que alguém planejou a má fase que o time está passando. São três jogos sem vitórias e apenas dois pontos em nove disputados. O jogo contra o Palmeiras eu até entendo, é um clássico e como diz a sabedoria popular não há favoritos. Mas nos jogos contra o Santo André e Avaí o time tinha que ter vencido. Foram quatro pontos perdido. Com esse pontos estaríamos com 31 a apenas três pontos do líder. Tudo bem que a diretoria ainda tem uma desculpa que é a contusão do Ronaldo que não estava nos planos. Pena que ela aconteceu bem no momento ruim que o time está passando.
Os jogadores que não estavam jogando e que agora aparecem como prováveis substitutos para as vagas que vão surgindo parecem razoáveis. O Jucilei é o que parece mais promissor, porém o Mano tem que decidir se ele é primeiro ou segundo volante. Acho que ele tem que jogar mais avançado já que mesmo escalando como primeiro volante ele avança demais deixando a zaga um pouco sem proteção. Ontem deu para ver a falta que o Cristian está fazendo. O cara dominava o meio de campo. O Bill é meio esquisito. Em algumas ocasiões parece ser um bom jogador em outras é meio desligado. Como mostrou um lance do jogo de ontem de um cruzamento na área que ele sequer estava olhando para a bola.
Sobre as especulações de contratações eu não tenho opinião formada. Só estranho que para a vaga de meia, que era do Douglas, estejam falando no Riquelme. Analisem comigo as seguintes afirmações e talvez vocês cheguem as mesmas questões que eu:

(1) O Douglas foi vendido para fazer caixa,
(2) Se o time quer fazer caixa é por que está precisando de dinheiro,
(3) O Riquelme é melhor jogador que o Douglas,
(4) Se o Riquelme é melhor que o Douglas é, portanto, mais caro,
Pergunto: como é que se contrata um jogador melhor para o lugar de outro, sendo que este foi vendido para que o time faça caixa? Se tem dinheiro para manter um jogador de maior nível como não conseguiu manter o de menor?
(2) Se o time quer fazer caixa é por que está precisando de dinheiro,
(3) O Riquelme é melhor jogador que o Douglas,
(4) Se o Riquelme é melhor que o Douglas é, portanto, mais caro,
Pergunto: como é que se contrata um jogador melhor para o lugar de outro, sendo que este foi vendido para que o time faça caixa? Se tem dinheiro para manter um jogador de maior nível como não conseguiu manter o de menor?
Monday, July 06, 2009
Campeonato "Brasileiro"?
Sei que ainda é cedo, mas se o campeonato terminasse hoje teríamos rebaixados Náutico, Atlético-PR, Botafogo e Avaí. E subiriam: Guarani, Brasiliense, Ponte Preta e Atlético-GO (que poderia ser a Portuguesa que tem a mesma pontuação). Ou seja a chance de subir três times paulistas, como aconteceu ano passado, é muito grande. Assim teríamos 10 (!) times paulista num campeonato de 20 clubes, 50%!!! Sei que isso é resultado de trabalho e os times paulista tem estrutura maior. Mas fico me perguntando se isso não causaria uma problema ao futebol brasileiro?
Thursday, July 02, 2009
INFERNO CORINTHIANO!!!

Estou a quase dois meses sem falar de futebol aqui no blog. A última vez que isso aconteceu comentei sobre a vitória corinthiana e eliminação do São Paulo na semifinal do Campeonato Paulista. Achei isso necessário porque naquela ocasião falei que o Corinthians tinha virado uma página da história do clube. Com aquela vitória o time apagou toda a tristeza que começou no fim de 2007 e se arrastou por 2008. Falo essa vitória porque ninguém imagina que um time de segunda divisão possa eliminar um tricampeão brasileiro em uma semifinal. Só time grande é que conseguem isso e foi o que aconteceu. Então preferi voltar a falar de futebol depois que o time se estabelecesse como o principal time do Brasil novamente. E é isso que o time é hoje.
Apesar da imprensa babar ovo pelo time do Internacional e pela má vontade que alguns tem contra o Corinthians vai ser difícil alguém conseguir desqualificar essa conquista. O Corinthians poderia ter humilhado o Internacional ontem no Beira Rio. Ronaldo perdeu um gol incrível e depois que já estava 2x0 o time teve muitas oportunidades de jogadas na área do time adversário. Na verdade o time não forçou, não foi mais agudo, porque já estava satisfeito. O segundo tempo foi apenas para cumprir tabela.
Desde segunda feira eu estava nervoso. Li todas as notícias possíveis sobre o jogo, sobre os times e todos os blogs que conheço que falam de futebol. Só que ontem eu acordei me sentindo estranho. Fui ficando cada vez mais nervoso durante o dia, saí mais cedo do trabalho e tomei até um calmante. O presidente do Internacional falou tanto que o jogo acabou se tornando mais do que uma final da Copa do Brasil de 2009. Esse jogo era a final da Copa do Brasil de 2009, a final do Campeonato Brasileiro de 2005, a luta contra o rebaixamento de 2007 e a confirmação que o time é sim campeão por méritos próprios e não precisa de ajuda. Tudo isso me fez ficar mais nervoso ainda. Claro que o fato que a família INTEIRA da Cristiane ser torcedores colorados ajudou, porque todos só estavam esperando o fim do jogo para cair em cima de mim. Afinal eles, como a torcida vermelha do Rio Grande do Sul, tinham CERTEZA dos 3x0. Eles podem agora usar aquelas "mãozinhas" para comemorar o Tri do Timão.

O gaúchos prometeram um inferno, prometeram golear, prometeram acabar com a “mania desse time paulista de ganhar sempre no apito” mas só o que fizeram foi encher o estádio para verem mais um título corinthiano. Aliás, sortudos esses gaúchos, estiveram em local privilegiado para ver o time do Corinthians se tornar o maior campeão nacional do Brasil. Agora o Fernando Carvalho pode usar a faixa que ele tanto mostrou à imprensa. Engraçado que ele reclamou tanto que faltou aquela frase típica de time pequeno quando acha que foi prejudicado: “Nós somos prejudicados porque somos de time pequeno”.
Apesar da imprensa babar ovo pelo time do Internacional e pela má vontade que alguns tem contra o Corinthians vai ser difícil alguém conseguir desqualificar essa conquista. O Corinthians poderia ter humilhado o Internacional ontem no Beira Rio. Ronaldo perdeu um gol incrível e depois que já estava 2x0 o time teve muitas oportunidades de jogadas na área do time adversário. Na verdade o time não forçou, não foi mais agudo, porque já estava satisfeito. O segundo tempo foi apenas para cumprir tabela.
Desde segunda feira eu estava nervoso. Li todas as notícias possíveis sobre o jogo, sobre os times e todos os blogs que conheço que falam de futebol. Só que ontem eu acordei me sentindo estranho. Fui ficando cada vez mais nervoso durante o dia, saí mais cedo do trabalho e tomei até um calmante. O presidente do Internacional falou tanto que o jogo acabou se tornando mais do que uma final da Copa do Brasil de 2009. Esse jogo era a final da Copa do Brasil de 2009, a final do Campeonato Brasileiro de 2005, a luta contra o rebaixamento de 2007 e a confirmação que o time é sim campeão por méritos próprios e não precisa de ajuda. Tudo isso me fez ficar mais nervoso ainda. Claro que o fato que a família INTEIRA da Cristiane ser torcedores colorados ajudou, porque todos só estavam esperando o fim do jogo para cair em cima de mim. Afinal eles, como a torcida vermelha do Rio Grande do Sul, tinham CERTEZA dos 3x0. Eles podem agora usar aquelas "mãozinhas" para comemorar o Tri do Timão.

O gaúchos prometeram um inferno, prometeram golear, prometeram acabar com a “mania desse time paulista de ganhar sempre no apito” mas só o que fizeram foi encher o estádio para verem mais um título corinthiano. Aliás, sortudos esses gaúchos, estiveram em local privilegiado para ver o time do Corinthians se tornar o maior campeão nacional do Brasil. Agora o Fernando Carvalho pode usar a faixa que ele tanto mostrou à imprensa. Engraçado que ele reclamou tanto que faltou aquela frase típica de time pequeno quando acha que foi prejudicado: “Nós somos prejudicados porque somos de time pequeno”.
Friday, June 26, 2009
Um Disco Novo, Um velho e o Outro?!?!
Aos meus dois assíduos leitores peço desculpas pelo longo tempo que levei para atualizar o blog. Estive envolvido com outras coisas que me deixaram sem tempo, e em alguns dias sem paciência, para escrever alguma coisa que prestasse.
Seguindo a linha de um tópico antigo vou apresentar três disco que ouvi recentemente porém o anterior tinha o título de Coisas Novas e Uma Bem Antiga. Nesse caso vai ser o contrário.
O primeiro disco que apresentarei é o produto de uma reunião de grandes músicos que como toda superbanda causa muito interesse. Em muitos casos essas reuniões são cercadas de muita expectativa e acabam decepcionando. Mas nesse caso acho que o problema é mesmo a expectativa exagerada.

Chickenfoot é o nome escolhido para a reunião de Sammy Hagar (Montrose e Van Halen), Michael Anthony (Van Halen), Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) e Joe Satriani, respectivamente na voz, baixo, bateria e, claro, guitarra. O nome escolhido pode causar reações diversas já que “Pé de Galinha” talves não seja o melhor nome para uma banda, mas isso vai de cada um.
O som escolhido foi o hard rock com influências de muitas bandas. Não consegui identificar uma só. A música Sexy Little Thing me lembrou Aerosmith por exemplo. Isso na verdade é um fato causado por todos terem sido componentes de bandas diferentes entre si. O que me chamou atenção é que o Sammy Hagar preferiu cantar em tons mais baixos que os que ele usava nos tempos do Van Halen por exemplo. Não sei se isso foi intencional, mas ficou bem legal.
Michael Anthony é um cara que pode muito bem servir de base para o Satriani já que ele fez isso durante muito tempo para o Eddie Van Halen e o Chad se encaixou muito bem a banda. Sobre o Satriani o que posso dizer é que se você se interessou pela banda por causa dele não espere ouvir coisas que ele faz nos discos solos. As guitarras estão seguindo a linha que devem para uma boa banda de hard rock. Não há firulas e exibições, mas podemos identificar que se trata de um guitarrista excepcional pelos riffs redondinhos que ele criou para a banda.
Os destaques na minha opinião ficam para Avenida Revolution, Sexy Little Thing e para o primeiro single do disco Oh Yeah.
O segundo álbum escolhido é o segundo do Styx , chamado simplesmente de Styx II, gravado em 1973. Nunca havia me interessado pela banda e o que me fez procurar material deles foi uma teoria maluca que ouvi no PoeiraCast, que é o podcast da ótima revista de Bento Araújo Poeira Zine. Recomendo a revista e o podcast (link ao lado). A teoria diz que apenas os álbuns pares da bandas são os recomendados. Para verificar esse teoria escutei o primeiro disco. Se esse fosse um bom álbum os outros seriam melhores ainda.
Gostei muito do primeiro álbum e gostei ainda mais do segundo. O terceiro disco já não achei tão legal, diferente do quarto disco, Man of Miracles. Ou seja, até então a regra dos discos pares é verdadeira, inclusive com sua excessão (o primeiro disco) confirmando-a. Desse modo parti para o próximo disco par, o sexto disco, chamado Cristall Ball. Tenho que conhecer os outros discos para comprovar definitivamente a validade dessa teoria, mas até então ela é valida.
O disco começa com talvez a melhor música do disco You Need Love, com um empolgante trabalho de voz no início seguido de um riff muito legal de guitarras dando início para a primeira estrofe cantada muito bem pela boa voz de James Young. Essa é uma daquelas músicas que você gosta logo na primeira escutada. Outros destaques são a música seguinte, Lady, e Father O.S.A. Cito essas três mas as outras músicas são também muito legais. Resumindo, ótimo disco.
O terceiro disco que citarei não é um disco tão velho, afinal ele saiu em 1997, mas já tem mais de 30 anos. Peraí!!! Como assim?!?!!? “Fernando...você está louco?”, pensarão alguns. Mas vou explicar...
No início dos anos 70 existia uma banda que nunca havia conseguido lançar um álbum chamado Lucifer Was. Eles chegaram a esse nome depois de tentarem outros nomes antes de chamar a banda de Lucifer. Como existiam outras bandas com esse nome eles resolveram se chamar Lúcifer Was no sentido de dizer que que “Era Lúcifer”. Algo do tipo: “como é o nome da banda?”...”Era Lucifer...”, entenderam?.

Durante alguns anos eles tocaram na Noruega que é o pais de origem sem conseguir ao menos gravar um álbum. Assim, depois de muito tentarem, tiveram que acabar a banda e cada um seguiu seu caminho. Daí depois de cerca de vinte anos alguém ouviu as demos produzidas naquela época e sugeriu que eles voltasse e gravassem um disco. E isso que aconteceu, em 1997 foi gravado o primeiro de quatro álbuns dessa banda dos anos 70. O nome do álbum: Underground and Beyond.
O disco tem várias boas músicas que tem como estilo o progressivo, mas com influencias de Black e Sabbath e Jethro Tull. Cito essa última pelo estilo das músicas em si e não só pelo uso de flauta. A música The Green Pearl por exemplo é Black Sabbath puro e tem um introdução que muitos fãs de Helloween vão gostar. Um detalhe é que o produtor sugeriu que o álbum fosse gravado com a sonoridade de um disco dos anos 70, mas com a tecnologia da época da gravação. Acabou que de moderno mesmo achei apenas o efeito da guitarra que está mais pesada do que estaria na década de 70 na minha opinião. Destaque para as músicas Scrubby Maid e para a ótima Fandango. Corram atrás...
Seguindo a linha de um tópico antigo vou apresentar três disco que ouvi recentemente porém o anterior tinha o título de Coisas Novas e Uma Bem Antiga. Nesse caso vai ser o contrário.
O primeiro disco que apresentarei é o produto de uma reunião de grandes músicos que como toda superbanda causa muito interesse. Em muitos casos essas reuniões são cercadas de muita expectativa e acabam decepcionando. Mas nesse caso acho que o problema é mesmo a expectativa exagerada.

Chickenfoot é o nome escolhido para a reunião de Sammy Hagar (Montrose e Van Halen), Michael Anthony (Van Halen), Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) e Joe Satriani, respectivamente na voz, baixo, bateria e, claro, guitarra. O nome escolhido pode causar reações diversas já que “Pé de Galinha” talves não seja o melhor nome para uma banda, mas isso vai de cada um.
O som escolhido foi o hard rock com influências de muitas bandas. Não consegui identificar uma só. A música Sexy Little Thing me lembrou Aerosmith por exemplo. Isso na verdade é um fato causado por todos terem sido componentes de bandas diferentes entre si. O que me chamou atenção é que o Sammy Hagar preferiu cantar em tons mais baixos que os que ele usava nos tempos do Van Halen por exemplo. Não sei se isso foi intencional, mas ficou bem legal.
Michael Anthony é um cara que pode muito bem servir de base para o Satriani já que ele fez isso durante muito tempo para o Eddie Van Halen e o Chad se encaixou muito bem a banda. Sobre o Satriani o que posso dizer é que se você se interessou pela banda por causa dele não espere ouvir coisas que ele faz nos discos solos. As guitarras estão seguindo a linha que devem para uma boa banda de hard rock. Não há firulas e exibições, mas podemos identificar que se trata de um guitarrista excepcional pelos riffs redondinhos que ele criou para a banda.
Os destaques na minha opinião ficam para Avenida Revolution, Sexy Little Thing e para o primeiro single do disco Oh Yeah.
O segundo álbum escolhido é o segundo do Styx , chamado simplesmente de Styx II, gravado em 1973. Nunca havia me interessado pela banda e o que me fez procurar material deles foi uma teoria maluca que ouvi no PoeiraCast, que é o podcast da ótima revista de Bento Araújo Poeira Zine. Recomendo a revista e o podcast (link ao lado). A teoria diz que apenas os álbuns pares da bandas são os recomendados. Para verificar esse teoria escutei o primeiro disco. Se esse fosse um bom álbum os outros seriam melhores ainda.Gostei muito do primeiro álbum e gostei ainda mais do segundo. O terceiro disco já não achei tão legal, diferente do quarto disco, Man of Miracles. Ou seja, até então a regra dos discos pares é verdadeira, inclusive com sua excessão (o primeiro disco) confirmando-a. Desse modo parti para o próximo disco par, o sexto disco, chamado Cristall Ball. Tenho que conhecer os outros discos para comprovar definitivamente a validade dessa teoria, mas até então ela é valida.
O disco começa com talvez a melhor música do disco You Need Love, com um empolgante trabalho de voz no início seguido de um riff muito legal de guitarras dando início para a primeira estrofe cantada muito bem pela boa voz de James Young. Essa é uma daquelas músicas que você gosta logo na primeira escutada. Outros destaques são a música seguinte, Lady, e Father O.S.A. Cito essas três mas as outras músicas são também muito legais. Resumindo, ótimo disco.
O terceiro disco que citarei não é um disco tão velho, afinal ele saiu em 1997, mas já tem mais de 30 anos. Peraí!!! Como assim?!?!!? “Fernando...você está louco?”, pensarão alguns. Mas vou explicar...
No início dos anos 70 existia uma banda que nunca havia conseguido lançar um álbum chamado Lucifer Was. Eles chegaram a esse nome depois de tentarem outros nomes antes de chamar a banda de Lucifer. Como existiam outras bandas com esse nome eles resolveram se chamar Lúcifer Was no sentido de dizer que que “Era Lúcifer”. Algo do tipo: “como é o nome da banda?”...”Era Lucifer...”, entenderam?.

Durante alguns anos eles tocaram na Noruega que é o pais de origem sem conseguir ao menos gravar um álbum. Assim, depois de muito tentarem, tiveram que acabar a banda e cada um seguiu seu caminho. Daí depois de cerca de vinte anos alguém ouviu as demos produzidas naquela época e sugeriu que eles voltasse e gravassem um disco. E isso que aconteceu, em 1997 foi gravado o primeiro de quatro álbuns dessa banda dos anos 70. O nome do álbum: Underground and Beyond.
O disco tem várias boas músicas que tem como estilo o progressivo, mas com influencias de Black e Sabbath e Jethro Tull. Cito essa última pelo estilo das músicas em si e não só pelo uso de flauta. A música The Green Pearl por exemplo é Black Sabbath puro e tem um introdução que muitos fãs de Helloween vão gostar. Um detalhe é que o produtor sugeriu que o álbum fosse gravado com a sonoridade de um disco dos anos 70, mas com a tecnologia da época da gravação. Acabou que de moderno mesmo achei apenas o efeito da guitarra que está mais pesada do que estaria na década de 70 na minha opinião. Destaque para as músicas Scrubby Maid e para a ótima Fandango. Corram atrás...
Ver Também:
Friday, May 01, 2009
Muita coisa boa, mas muita coisa ruim também...
Tem dois assuntos me incomodando relativos à música nos últimos dias. Vou tentar escrever um texto para cada um e espero poder expressar tudo o que acho relacionado à isso. O primeiro assunto é o que acho certo exagero das pessoas que gostam,
acompanham e realmente se dedicam à música. Esse exagero seria no caso de superestimar grupos que são de certa forma desconhecidos. Claro que existe um sem-número de bandas e músicos que são/foram ótimos e nunca tiveram chance e/ou reconhecimento. Mas muita coisa que não é conhecido ou que ficou pelo tempo o fez isso simplesmente porque não é tão bom.
acompanham e realmente se dedicam à música. Esse exagero seria no caso de superestimar grupos que são de certa forma desconhecidos. Claro que existe um sem-número de bandas e músicos que são/foram ótimos e nunca tiveram chance e/ou reconhecimento. Mas muita coisa que não é conhecido ou que ficou pelo tempo o fez isso simplesmente porque não é tão bom.Sabemos que o rock and roll em todas suas vertentes e subdivisões são recheados dos fãs mais sinceros, fanáticos e leias que existem. Até porque é um estilo que “teima” em permanecer e se reinventar. Mas também sabemos que os fãs, e me incluo totalmente nessa, são um pouco chatos. Quem nunca participou de conversas que alguém ou até mesmo você falou com orgulho que o bom não é aquele CD que alguém ouviu e sim aquela demo que só os caras da banda sabem da existência. Que os dois DVDs oficiais do Gentle Giant não são tão legais quanto aquela gravação da TV que foi disponibilizadas na internet. O que quero dizer com tudo isso é que as vezes somos um pouco arrogantes em relação às coisas e gostamos de saber, ou mostrar, que só a gente conhece determinado material ou determinada banda.
E sobre essa história de conhecer determinada banda é o ponto crucial que está me incomodando. Tenho conversado virtualmente com outras pessoas e muitos têm esse mesmo sentimento (você é um deles KCarão!!! rs).
Existem milhares de blogs na internet disponibilizando álbuns para download e também muitos sites de música em geral onde podemos encontrar críticas sobre álbuns, músicas isoladas e bandas, conhecidas e não-conhecidas.

O que mais me chama atenção é que não podemos acreditar em tudo o que lemos afinal será mesmo que aquela banda que nunca conseguiu reconhecimento nos idos de 1970 é realmente MARAVILHOSA e EXTRAORDINÁRIA?
Alguém pode falar que um ou outro são realmente muito bons, e podem ser, mas a maioria esmagadora não é. Simplesmente não conseguiram sucesso ou reconhecimento duradouro porque estão abaixo da média.
No progressivo temos muito disso. São “descobertas” diversas bandas daquela época que são indicadas como EXCEPCIONAIS, mas quando escutamos não conseguimos identificar aquilo que o crítico tentou passar. Claro que existe também o importantíssimo fator gosto pessoal. Gosto de muita coisa que muita gente abomina e o contrário também acontece. Mas o fato é que muitas bandas são recomendadas com entusiasmo por outras pessoas pelo fato dessa pessoa ter prazer em indicar alguma coisa que sabidamente pouquíssimas pessoas conhecem, tornando-o uma referência com status de expert.
Também é fato que 99% das pessoas considera que a fase de ouro do progressivo foi durante os primeiros anos da década de 70, assim é muito mais legítimo “descobrir” bandas que ninguém descobriu à época para ter mais credibilidade do que recomendar uma banda nova ou das décadas de 80 e 90.
Outro ponto é que existem pessoas que recomendam uma determinada banda ou diso sem ao menos conhecer. Recomendam baseados em opiniões de outras pessoas. No Orkut tem muito disso. Alguém recomenda uma banda e outra pessoa, que também não ouviu, acaba atestando o comentário anterior para não parecer por fora.
Não citei nenhuma banda para exemplificar esse meu ponto de vista porque, como falei acima, o gosto pessoal é muito importante e posso ferir algum sentimento pessoal, mas creio que consegui passar minha mensagem.Por fim queria dizer que EXCEPCIONAL, MARAVILHOSO e EXTRAORDINÁRIA se aplicam àquelas bandas que passaram pelo crivo do tempo, para os medalhões que são ícones dos estilos que citei, afinal com eles que os estilos nasceram, cresceram, se desenvolveram e em alguns casos permaneceram. As bandas que são parâmetros utilizados para caracterizar as outras.
Sunday, April 19, 2009
Capitúlo Final
A vitória de hoje contra o São Paulo é o capítulo final de uma história que começou em 2006. Essa é a história de um doente que tem que passar por um longo processo de tratamento e reabilitação. Depois de diagnosticado que o cancêr chamado Dualib estava acabando com o time foi resolvido que essa doença teria que ser curada e isso acabou tirando o time do cenário. É natural isso acontecer. Deisando-o fora do cenário iniciou-se um processo de desconfiança em relação ao time.
Eu não queria fazer um post provocativo, queria fazer um post lembrando que agora, definitivamente o CORINTHIANS voltou a ser respeitado. Finalmente vão reconhecer que o time tem um dos melhores elencos do Brasil e também reconhecerão que o Ronaldo é sim um jogador de alto nível e não apenas uma grande curiosidade. Reconhecerão o Cristian está hoje entre os três melhores volantes do Brasil e que o André Santos está em melhor fase que o Kleber e merece mais a seleção. Também será reconhecido que a dupla de zaga seja provavelmente a melhor do Brasil, afinal o time tem a defesa menos vazada dos três últimos campeonatos que disputou.
Esse capítulo final é agora e não após a final do campeonato paulista já que o Santos pode ser campeão, afinal o time praiano vem de uma fase muito boa e qualquer um pode ser campeão, mas o capítulo final seria para finalizar a desconfiança que havia sobre o recém ex-time da segunda divisão, sobre quem caia muitas desconfianças.
Os adversários vão perceber que é natural ter receio de enfrentar o CORINTHIANS e que isso é natural entre times grandes afinal a história de diminuição do time acabou e estamos preparados, definitivamente, a voltar à rotina de grande jogos e grandes conquistas.
Eu não queria fazer um post provocativo, queria fazer um post lembrando que agora, definitivamente o CORINTHIANS voltou a ser respeitado. Finalmente vão reconhecer que o time tem um dos melhores elencos do Brasil e também reconhecerão que o Ronaldo é sim um jogador de alto nível e não apenas uma grande curiosidade. Reconhecerão o Cristian está hoje entre os três melhores volantes do Brasil e que o André Santos está em melhor fase que o Kleber e merece mais a seleção. Também será reconhecido que a dupla de zaga seja provavelmente a melhor do Brasil, afinal o time tem a defesa menos vazada dos três últimos campeonatos que disputou.
Esse capítulo final é agora e não após a final do campeonato paulista já que o Santos pode ser campeão, afinal o time praiano vem de uma fase muito boa e qualquer um pode ser campeão, mas o capítulo final seria para finalizar a desconfiança que havia sobre o recém ex-time da segunda divisão, sobre quem caia muitas desconfianças.
Os adversários vão perceber que é natural ter receio de enfrentar o CORINTHIANS e que isso é natural entre times grandes afinal a história de diminuição do time acabou e estamos preparados, definitivamente, a voltar à rotina de grande jogos e grandes conquistas.
Wednesday, April 01, 2009
CORINTHIANS 3 x 0 "Vento"
Vitória fácil contra o fraco Ituano. Apesar de achar que faltou vontade no segundo tempo, porém isso é totalmente normal quando se acaba o primeiro em 3x0. Mas creio que todos notaram que os três gols sairam de jogadas de bola parada. Algo que tenho falado sempre aqui no blog. O time tem o segundo melhor ataque, mas não tem jogadas. Se fosse o ano de 1990 iria falar: "O Neto é foda!", mas não é o caso.
Agora é secar o São Paulo contra o Guaratinguetá amanhã e o Brasil contra o Peru hoje. Claro que quero que a seleção ganhe, mas vou torcer para que seja bem difícil.
Agora é secar o São Paulo contra o Guaratinguetá amanhã e o Brasil contra o Peru hoje. Claro que quero que a seleção ganhe, mas vou torcer para que seja bem difícil.
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